Filhos Adotivos de Deus

       “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” (Gl 4.4-7).

       No segundo domingo de agosto, comemoramos o Dia dos Pais. Esta é mais do que uma justa lembrança daqueles que nos geraram. Dedicaram-se, com esmero, para nos criar no temor do Senhor, se já eram evangélicos quando nascemos. Guardamos boas recordações dos momentos felizes que passamos juntos. Exortaram-nos quando merecíamos a correção, como demonstração do grande amor que nos devotavam.

       Jesus veio ao mundo com o propósito de nos fazer filhos adotivos de Deus. Há três tipos de filiação: a legítima, a adotiva e a de criação. Fomos adotados, o que nos garante o mesmo direito do que foi gerado pelo Pai. O Verbo tornou-se nosso irmão mais velho, através de seu nascimento, e deu sua vida por nós, a fim de nos tornar seus irmãos mais novos, e repartiu conosco a herança que era exclusivamente dEle, quando nos tornou seus co-herdeiros.

       Muitos pais deixaram heranças para seus filhos legítimos e adotivos, pois assim a lei determina. Por serem passageiras, muitas delas já não existem mais, ou porque a necessidade obrigou os herdeiros venderem-nas, ou porque desperdiçaram, pois não valorizaram o esforço de seus pais para adquiri-las. Herdaram grandes fortunas, mas as perderam na satisfação dos prazeres mundanos.

       A herança dos filhos adotivos de Deus é imarcescível, ou seja, incorruptível, e durará para sempre. O apóstolo João declara: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 Jo 3.2). O que nos espera na eternidade é inimaginável, ou seja, nossa mente finita não consegue dimensionar o nosso porvir.

       Vale a pena servir ao Senhor e obedecer a sua Palavra, a fim de não perdemos a coroa, ou seja, seremos galardoados e revestidos de glória, para vivermos eternamente ao lado de nosso irmão velho, Jesus Cristo, no desfruto de toda a herança do Pai, que nos adotou, através de seu grande amor, a fim de que fôssemos partícipes das benesses preparadas para todos seus filhos, tanto os anjos como nós, salvos por Jesus da condenação eterna.

Pr. José Wellington Bezerra da Costa

Presidente da AD Belém e da CONFRADESP

Junte-se à discussão

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back to top