Campanha Eu Faço Missões propõe construir 100 templos para povos minoritários

CGADB/SENAMI lançou o desafio de construir 100 novos templos entre quatro dos oito segmentos menos evangelizados no Brasil

A CGADB/SENAMI (Secretaria Nacional de Missões) lançou a campanha Eu Faço Missões 2022, em São Paulo, com quatro dias de antecedência. O pastor Saulo Gregório, seu secretário executivo, aproveitou a ocasião de sua vinda a capital paulista, para lançar a campanha que teve início oficialmente no dia 10 de junho de 2022. Esta entidade propôs uma meta ousada para atual edição: a construção de 100 templos entre povos minoritários no Brasil, a saber, os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos e os sertanejos.

No ano passado, a SENAMI investiu parte da arrecadação na construção de 10 templos, para atender os povos minoritários. Este ano, o desafio é construir 100 templos, como explica o Pr. Saulo Gregório: “A campanha desse ano será diferenciada. Deus colocou em meu coração o desafio de construir 100 novos templos, que serão implantados entre os povos minoritários no Brasil. Vamos nos dedicar a quatro grupos, dos oito segmentos menos evangelizados no Brasil”, disse.

Como vai funcionar a Campanha 2022?

Todos os anos, a SENAMI trabalha com prêmios que são sorteados no encerramento da campanha. O objetivo é incentivar as igrejas e convenções a contribuir. Dessa vez, a premiação foi deixada de lado e a SENAMI elaborou três planos, para que as igrejas escolham como desejam participar.

Os planos são: Start, Básico e Pro, e vão funcionar como um tipo de assinatura e foram pensados para pessoas jurídicas como igrejas, convenções e empresas. Cada um tem um valor que será revertido para a construção dos templos. Uma vez que uma igreja ou convenção escolha qual é o seu plano, poderá contribuir por doze meses, conforme o exemplo a seguir:

Plano Start                12 parcelas de R$ 750,00

Plano Básico            12 parcelas de R$ 1.500,00

Plano Pro                  12 parcelas de R$ 3.000,00

Pessoas físicas podem contribuir com a quantia que desejar, não há valor estipulado.

A CGADB é como um guarda-chuva que contempla 63 convenções estaduais. O Pr. Saulo Gregório explicou que, se houver adesão de todas as convenções ao Plano Pro, a meta estará quase atingida. “Pensamos em uma forma de envolver nossas igrejas e convenções. Temos 63 convenções e, se cada uma abraçar a causa, vamos construir 63 templos de uma só vez. Criamos o projeto Amigos da SENAMI, onde a igreja ou secretaria, que se cadastrar, terá as credenciais de seus missionários em campo de trabalho, gratuitamente. A ideia é que as igrejas e convenções adotem a SENAMI com um desses planos, como se mandassem alguém fazer missões”, explicou o pastor Gregório.

Quanto custa uma igreja?

Um templo pronto, com capacidade para 100 pessoas, custa R$ 36 mil reais. O trabalho é executado pela Missão Confins do Brasil, instituição sem fins lucrativos, com sede em Macaé/RJ. Esta entidade trabalha com construção de templos pré-fabricados, além de promover ações evangelísticas e sociais. Os edifícios são erguidos de drywall cortado sob medida, fixado em esquadrias de alumínio. A construção é feita em 36 horas.

A igreja que optar pelo Plano Pro, doará um templo prontinho e terá a prerrogativa de escolher onde quer construí-lo, desde que seja entre esses povos minoritários. A que pretender o Básico, doará 50%; e a que desejar o Start, doará um quarto do valor do templo.

A CGADB/SENAMI já iniciou a construção das primeiras igrejas com os recursos da Campanha 2021. O primeiro templo foi inaugurado no Estado do Piauí, no povoado Canto da Boa Sorte; o segundo, inaugurado em 14 de maio, em Palmital da Baixa, no vale do Jetiquinhonha/MG, uma das regiões mais pobres do Brasil; e o terceiro, será construído no sertão baiano.

A inauguração aconteceu no dia 23 de março. O pastor José Wellington Costa Junior, presidente da CGADB, esteve neste evento. “Quero agradecer a Deus pela visão da SENAMI. Deus abençoe o pastor Saulo Gregório. A CGADB é contemplada pela SENAMI e parceiros”. Ele também compareceu à cerimônia de entrega de um poço artesiano, perfurado como parte do projeto, escavado com 80 metros de profundidade. Ele acrescentou: “Uma certeza nós temos: As pessoas desse povoado não vão mais andar quilômetros para buscar água, porque agora ela está bem pertinho e, ao lado do poço, está a igreja que oferece uma fonte de água viva, que é o Senhor Jesus”. A SENAMI também entregou uma praça, equipada com brinquedos, que recebeu o nome da irmã Lídia Dantas Costa.

Praça Lídia Dantas Costa

Uma das igrejas será construída em uma área indígena. Preocupada com a questão cultural, a SENAMI consultou o CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores Indígenas), a fim de elaborar a arquitetura dos templos que serão construídos. Pr. Saulo explica o motivo: “Construir um templo como os nossos, feito para o estilo de vida mais urbano, não ficaria legal. Então, estudamos uma construção contextualizada para o modo de vida indígena; então, o designer do templo será diferenciado, conforme sugeriu o CONPLEI”.

Templo Indígena sugerido pelo CONPLEI

O secretário executivo da SENAMI enfatizou a importância de construir templos para a população minoritária no Brasil. “A igreja é uma bênção; aonde ela chega, estabelece-se também a educação, a cultura, etc. Aonde a obra de Deus é implantada, há uma mudança na comunidade”.

Segmentos menos evangelizados no Brasil

São oito os segmentos menos evangelizados no Brasil: indígenas, quilombolas, sertanejos, ribeirinhos, imigrantes ou refugiados, os mais ricos e os mais pobres, surdos e ciganos. Porém, a SENAMI construirá templos para quatro dos oito segmentos. Apresentamos, a seguir, um pouco de informação sobre quem são eles:

Indígenas
No Brasil, existem 344 etnias que falam 181 diferentes línguas. Dessas, 164 ainda são consideradas não-alcançadas e 99 continuam sem nenhum engajamento da igreja, ou seja, são dezenas de povos sem a presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho. Elas, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, estão espalhadas em todo país, com maior predominância nas regiões Norte e Nordeste.

Ribeirinhos

Na bacia amazônica há 35 mil comunidades ribeirinhas, ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10 mil dessas comunidades

Quilombolas

Formados por comunidades de afrodescendentes, que se alojaram em áreas mais ou menos remotas nos últimos 200 anos. Há, possivelmente, cinco mil comunidades quilombolas, com 3.524 identificadas; 2.500 ainda permanecem sem a presença de uma igreja evangélica.

Sertanejos

A presença evangélica entre os sertanejos cresceu significativamente nos últimos anos, mas a evangelização ainda é um grande desafio, com milhares de sítios e povoados ainda não-alcançados. Nos últimos 10 anos, centenas de assentamentos entre os sertanejos têm tido a aproximação da igreja brasileira; motivo de louvarmos a Deus. Contudo, estima-se que ainda existem mais de 6.000 assentamentos sem a presença do Evangelho de Cristo.

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